Cuidados com as unhas

Todo violonista que toca sem palheta precisa ter certos cuidados com as unhas. Afinal de contas, sem elas “afinadas”,  a qualidade do som do violão vai ficar bastante comprometida.

Existem inúmeras sugestões, variações e proposições de como deixar as unhas de maneira mais adequada para tocar violão. Vou expor a forma que eu utilizo, mas de longe sou o dono da verdade!

Eu sempre lixo as unhas da mão direita. Sempre com a lixa perpendicular a unha, o que é bem diferente da forma que as manicures trabalham. A unha precisa estar forte pois a pressão nas cordas será grande. Se a unha não for lixada com a lixa perpendicular a unha perde a sua força. Sei que estéticamente fica meio estranho, mas não tem jeito. Foi essa a maneira que eu encontrei de deixar as unhas fortes e aguentarem várias horas tocando numa roda de choro ou samba.

A forma que uma manincure indicaria seria lixar embaixo da unha. Para o violão, infelizmente, esse procedimento mais atrapalha do que ajuda.

Com relação ao comprimento das unhas, eu prefiro deixa-las com mais ou menos 3 milímetros. Isso seria considerado curto para a maioria dos violonistas eruditos. Prefiro nesse tamanho porque consigo obter um som misturado da unha e polpa do dedo, em conjunto, e não apenas da unha. Seria o mesmo caso para o dedão. Prefiro não deixar muito comprido para poder explorar o som da polpa do dedo, um som mais aveludado que soa bastante interessante dependendo da situação.

Note que essa forma de lixar as unhas vai exigir um pouco mais dos dedos. Isso significa que quando for tocar, vai “sentir mais” as polpas dos dedos. Talvez até apareça alguns calos. Com o tempo e a constância, isso deixa de ser um problema.

Uma outra vantagem importante dessa forma de lixar a unha é a velocidade. Com as unhas mais curtas a movimentação do dedo é menor para tangir as cortas. Ou seja, auxilia bastante no aumento da velocidade.

O que achou? Alguma sugestão? Tem alguma outra técnica que gostaria de compartilhar? Utilize os espaços abaixo!

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